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    <title>pxQuim.com&#13;Berrar aos céus!</title>
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    <description>Aqui me vou queixar dos males que varrem o mundo... mas não me vou limitar apenas a isso.</description>
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      <title>Um futuro para os pequenos circos nómadas</title>
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      <pubDate>Sat, 29 May 2010 21:00:26 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2010/5/29_Um_futuro_para_os_pequenos_circos_nomadas_files/20100529-223022.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object011_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Após o espectáculo do Circo Nómada e a conversa que tive com os artistas, gostaria de tecer algumas considerações pessoais sobre o futuro do circo, mesmo sendo apenas um espectador. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fotografei e assisti ao espectáculo do Circo Nómada na Póvoa de Santa Iria. Perguntei a duas artistas à entrada do circo se podia fotografar. Mal sabia eu na altura que tinha acabado de falar com metade do elenco adulto do espectáculo! Quatro artistas adultos, uma criança e dois ajudantes asseguraram hora e meia de entretenimento sem sobressaltos, desmultiplicando-se em múltiplos papéis. De acordo com a nova lei vigente, o Circo Nómada não tem animais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No fim do espectáculo os artistas pediram-me as fotografias e conversámos durante algum tempo. Queixaram-se da falta dos animais, que atraíam as pessoas ao circo, e eu recordo a peregrinação de crianças em 2007 neste mesmo sítio a ver os animais da Circolândia e do Circo Chen. Recordam como antigamente o circo era uma novidade na província, com as mulheres do campo a perguntar como era Lisboa, coisa que a televisão e as viagens fáceis resolveram. Aliás, hoje o circo concorre com a programação da TV, especialmente quando há eventos especiais na TV.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os circos sempre tiveram animais, mas isso implicava ter o custo de os alimentar e transportar. Embora sejam uma atracção, a maioria dos animais tem uma prestação limitada, em que a maioria só faz parte de um número. E os magníficos documentários sobre a vida selvagem da BBC permitem a todos ver os animais no seu ambiente natural, embora não ao vivo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Circo Nómada está a experimentar outro ponto de equilíbrio: sem animais, o espectáculo pode ser executado por um pequeno número de artistas polivalentes, de uma forma que me lembra alguns dos espectáculos de rua que vi em Tavira, especialmente os Circ Panic em 2007. Aliás, a principal diferença é a variedade de números “tradicionais” do Circo Nómada, executados numa tenda com iluminação cuidada... mas consigo facilmente imaginar qualquer dos dois casais do Circo Nómada a apresentar um espectáculo digno de Tavira!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Embora os apresentadores fossem anunciando número atrás de número da forma tradicional, simulando a entrada de artistas diferentes, acho que poderiam ter feito exactamente o contrário, realçando a polivalência dos artistas e a continuidade dos números. Aliás, as primeiras entradas em palco do “mimo” fizeram-me lembrar um espectáculo que vi no Coliseu dos Recreios com o famoso palhaço &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Oleg_Popov&quot;&gt;Oleg Popov&lt;/a&gt;, que fazia um gag antes de cada número, nem que fosse um gag de dez segundos, mantendo uma presença constante. Fiquei a pensar que a figura do “mimo” poderia ser valorizada no espectáculo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas voltemos aos animais que atraem pessoas ao circo. Há muitos anos, bastava o circo chegar à cidade para a notícia se espalhar. Podia-se observar os animais de borla, mas pagava-se o espectáculo para os ver actuar e para ver... os palhaços!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acho que os palhaços atraem ainda mais as crianças que os animais, de tal forma que a MacDonalds tem um palhaço à porta de cada loja. Mas o Circo Nómada não tem um palhaço à entrada, nem há nada para ver de borla.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sugiro que um circo sem animais poderia executar um número de rua como chamariz para o espectáculo, que pode ser tão simples como mostrar os palhaços onde haja crianças. Por exemplo, talvez os palhaços possam distribuir os convites criança+adulto à porta das escolas e dos centros comerciais?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Seja como for, acredito que o Circo Nómada está no caminho certo, bebendo ideias no teatro e no espectáculo de rua para reinventar o pequeno circo nómada... e gostaria de acreditar que haverá sempre trabalho para os bons artistas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Caso o leitor queira comentar estas ideias, sugiro que o faça no &lt;a href=&quot;http://boards5.melodysoft.com/app?ID=CIRCOEVNOVOFORUM#&quot;&gt;novo fórum do CIRCOEV.&lt;/a&gt;</description>
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      <title>O erro de João Bénard da Costa</title>
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      <pubDate>Sat, 13 Jun 2009 18:13:15 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2009/6/13_O_erro_de_Joao_Benard_da_Costa_files/090613-cinemateca.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object007_2.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Eu, que frequentei assiduamente a &lt;a href=&quot;http://www.cinemateca.pt/&quot;&gt;cinemateca portuguesa&lt;/a&gt; enquanto estudante universitário, tenho extrema dificuldade em levar os meus filhos adolescentes à cinemateca.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Considerando que eu trabalho e os meus filhos estudam, o horário semanal não existe. Às 15h30 estou a trabalhar mesmo que os meus filhos não estejam na escola; às 21h30 são horas de acalmar e dormir; às 19h00 o trânsito no centro de Lisboa impede quaisquer veleidades.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sobra o fim-de-semana, ou seja, o Sábado. E é aqui que começam os verdadeiros problemas. A programação de Sábado é a “cinemateca júnior” ou a “história permanente do cinema”, o que exclui imediatamente a possibilidade de ver qualquer filme dos ciclos temáticos que celebrizaram a cinemateca. A própria lógica da série “história permanente do cinema” é tal que só raramente os filmes da tarde são apropriados para crianças.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pior ainda, a cinemateca tem a infeliz tendência de fechar nos feriados, pontes e férias escolares. Este sábado, por exemplo, teria sido uma excelente oportunidade de ir à cinemateca... Mas a cinemateca resolveu fazer dupla ponte após os feriados de Quarta e Quinta, pelo que esta semana só houve sessões na Segunda e Terça.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Será assim tão grave que a minha filha não possa frequentar a cinemateca?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com doze anos, a minha filha talvez já tenha visto mais filmes que eu, entre televisão com gravação em disco, vídeos, DVDs, raros filmes no cinema e raras sessões na cinemateca. Goste-se ou não, ela já tem uma cultura cinéfila que eu só adquiri em adulto. Por exemplo, há dias ao jantar um pires de azeitonas lembrava-lhe uma cena do Rio Bravo... Ignorando o inverosímil da associação, note-se o classicismo da referência.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muito mais triste foi quando há cerca de um ano ela me perguntou se existe cinema português...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Reconheço o trabalho notável que a cinemateca tem feito e a liderança capaz de João Bénard da Costa, mas acuso-os de celebrar o passado e ignorar o futuro. Para as crianças e jovens actuais, o cinema já não é o objecto de culto visto na sala escura. É a companhia de todos os dias! Como é possível que a cinemateca não chame a si a missão de educar este jovem público?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resta-me esperar que o continuador do legado de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_B%C3%A9nard_da_Costa&quot;&gt;João Bénard da Costa&lt;/a&gt; aproveite o melhor do passado mas abrace o futuro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sugiro uma revisão da programação de fim-de-semana, incluindo quer a exibição de filmes ao Domingo quer a elaboração de ciclos especiais durante as férias escolares.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por muito bom que seja o trabalho feito, há sempre espaço para fazer melhor. Haja vontade!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Imagem do filme “&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0042998/&quot;&gt;Stars in my crown&lt;/a&gt;” (1950) extraída do folheto de Junho 2009 da cinemateca, usada sem autorização.</description>
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      <title>O Ambiente de David Brin</title>
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      <pubDate>Sat, 29 Nov 2008 17:27:03 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2008/11/29_O_Ambiente_de_David_Brin_files/20081129-184345b.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object003_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Um novo autor junta-se aos meus autores favoritos de ficção científica:&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein&quot;&gt;Robert Anson Heinlein&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/E._E._Smith&quot;&gt;Edward Elmer “Doc” Smith&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Frederik_Pohl&quot;&gt;Frederik Pohl&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Murray_Leinster&quot;&gt;Murray Leinster&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/A.E._van_Vogt&quot;&gt;Alfred Elton van Vogt&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://www.ursulakleguin.com/&quot;&gt;Ursula Kroeber Le Guin&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	-	&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien&quot;&gt;John Ronald Reuel Tolkien&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Durante a minha juventude li todos os livros de ficção científica que consegui ler. Ganhei um gosto particular por alguns autores clássicos mas, agora que leio cada vez menos ficção, torna-se difícil encontrar autores que me maravilhem da mesma maneira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na última feira do livro de Lisboa comprei mais alguns livros de David Brin, de quem já tinha lido “A Guerra da Elevação” e “Maré Alta Estelar”. Estes livros, contudo, não me prepararam para a obra prima que estou a ler, “Terra”. Trata-se da história de uma Terra devastada pela poluição e pelo aquecimento global, escrita em 1990 e recheada de boas hipóteses científicas. Por exemplo, David Brin antecipa a “World Wide Web”, embora use códigos intragáveis em lugar de URLs, e sugere que as lixeiras serão as minas do futuro...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resta-me agradecer às editoras &lt;a href=&quot;http://www.livrosdobrasil.com/ficc.php&quot;&gt;Livros do Brasil&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.europa-america.pt/index.php?cPath=200_202&quot;&gt;Europa-América&lt;/a&gt; por terem publicado livros de bolso de ficção científica desde que me comecei a interessar pelo género em 1976.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixo-vos com uma passagem do livro (página 319).</description>
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      <title>Um pouco de paraíso</title>
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      <pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:46:39 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2008/1/30_Um_pouco_de_paraiso_files/nao-fumar.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object095_1.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:218px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;O meu pai, fumador passivo por razões profissionais, morreu de cancro aos 48 anos quando eu tinha 15 anos. Segundo um médico, tinha “pulmões de fumador”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pouco depois, o meu padrasto tornou-me num forçado fumador passivo em casa. Nunca ninguém me perguntou se gostava do intenso fumo de tabaco ao princípio da noite.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mais tarde, quando veio a vida nocturna associada à Faculdade, o fumo foi sempre um “mal necessário”. Que eu soubesse, não existiam discotecas nem bares onde se proibisse o fumo, ou sequer onde existissem zonas de não fumadores.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Abençoada Irlanda, onde em 2005 tive o imenso prazer de frequentar um &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Temple_Bar,_Dublin&quot;&gt;pub&lt;/a&gt; com música, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Guinness&quot;&gt;guinness&lt;/a&gt; e... ar puro!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mesmo nos meus locais privados, foi sempre necessária alguma argumentação para impedir amigos e convidados de fumar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O meu antigo Renault 5 chegou a ter um dístico de não fumar em frente ao lugar do pendura, que uma amiga minha teimava em tapar cada vez que entrava no carro. “O sinal fazia-lhe confusão”, dizia ela.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando tive casa própria, muita gente estranhava a falta de cinzeiros. Só depois de acenderem o cigarro e pedirem o cinzeiro é que concluíam que talvez tivesse sido uma boa ideia perguntarem primeiro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Recentemente, tenho a experiência do restaurante que frequento quase todos os dias úteis desde 2003. Em cinco anos de aturar fumadores ao almoço, houve exactamente duas pessoas que perguntaram se podiam fumar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na primeira vez, há já alguns anos, a jovem senhora que perguntou, já de cigarro e isqueiro na mão, apressou-se a beber o café e a pagar a conta para poder acender o seu cigarro já no exterior. Era dolorosamente óbvio que ela não esperava ouvir um “não”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A segunda vez aconteceu já em Dezembro passado, quando se sabia que a nova lei ia entrar em vigor. Após o “não”, agradecemos profusamente ao jovem por ter perguntado. Cinco minutos depois, o mesmo jovem acendeu o cigarro sem perguntar. Senti que ficou tudo dito sobre a boa vontade do fumador típico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vem este texto a propósito do artigo “&lt;a href=&quot;http://dn.sapo.pt/2008/01/30/opiniao/o_ghetto.html&quot;&gt;o ghetto&lt;/a&gt;” de Vasco Graça Moura, que afirma “os fumadores estão, na sua esmagadora maioria, perfeitamente dispostos a respeitar os não fumadores, desde que a inversa seja verdadeira.” Não creio que alguma vez tenha desrespeitado um fumador mas, em 5 anos de almoços, terei respirado o fumo de 6000 a 36000 cigarros (5 a 30 por almoço), contra 1,5 perguntas de “importa-se que eu fume?”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após 27 anos de resignação silenciosa, foi-me permitido sair do meu ghetto. Pela parte que me toca, “não fumar” rima com paraíso.</description>
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      <title>A revolução da ASAE</title>
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      <pubDate>Sat, 5 Jan 2008 13:55:00 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2008/1/5_A_revolucao_da_ASAE_files/25abril-jcfernandes.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object005_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Há muitos anos, antes de Portugal aderir à CEE, houve uma greve de zelo nas alfândegas portuguesas: durante três dias, não saiu um único pacote das alfândegas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Concluí na altura que Portugal funcionava precisamente por as leis não serem cumpridas, o que nos leva a vários corolários:&lt;br/&gt;	•	Se a lei fosse cumprida, Portugal deixaria de funcionar.&lt;br/&gt;	•	As leis foram escritas sem preocupação com o seu cumprimento ou, possivelmente, na expectativa que não venham a ser cumpridas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outro corolário é que os polícias (ou &lt;a href=&quot;http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/01/business-of-fiscalizing.html&quot;&gt;fiscais&lt;/a&gt;) responsáveis por fazer cumprir a lei detêm um poder arbitrário sobre os cidadãos:&lt;br/&gt;	•	Normalmente, as coisas funcionam por eles ignorarem ou aplicarem selectivamente a lei.&lt;br/&gt;	•	Se um polícia quiser implicar com um cidadão, basta-lhe cumprir a lei à risca.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Lembro-me de um episódio passado na Avenida da Liberdade nos anos 80: um polícia multava dois carros numa das laterais da Avenida da Liberdade. Como tinha a carta há pouco tempo e costumava estacionar naquela zona, perguntei ao polícia porque razão passava aquelas multas. O polícia, muito solícito, indicou-me o artigo da lei que ia aplicar: era proibido estacionar do lado esquerdo das vias. Confrontado com a fila de carros estacionados na esquerda até ao cimo da Avenida, afirmou:&lt;br/&gt;— Temos ordens para fechar os olhos a isso, excepto aqui em frente ao consulado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Este poder da polícia é muito conveniente para um estado totalitário. Embora o 25 de Abril tenha acabado formalmente com a ditadura, alguns dos seus hábitos perduraram, pois:&lt;br/&gt;	•	Alguns dos intervenientes na revolução dos cravos queriam implantar uma ditadura comunista, que exige os mesmos mecanismos policiais.&lt;br/&gt;	•	As instituições públicas (e os funcionários públicos) não sabiam funcionar de outra maneira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tivemos assim uma geração que, tendo acabado com a guerra colonial e com a opressão da PIDE, continuou a conviver alegremente com a pequena corrupção e com o corporativismo, culminando nas várias épocas de caça ao subsídio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É neste contexto que aparece a &lt;a href=&quot;http://www.asae.pt/&quot;&gt;ASAE&lt;/a&gt; (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), uma polícia que quer, muito simplesmente, cumprir estritamente a lei.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Obviamente, a acção da ASAE colide frontalmente com o sistema instalado, gerando a &lt;a href=&quot;http://www.asae.pt/pagina.aspx?back=1&amp;codigono=59895990AAAAAAAAAAAAAAAA&quot;&gt;confusão&lt;/a&gt;. As leis, escritas por advogados e para advogados, são desorganizadas, vagas, ambíguas, e irrealistas:&lt;br/&gt;	•	A selva de leis, interpretações e ofícios internos, em mutação constante, significa que a simples tarefa de saber qual é o texto da lei que se aplica é um trabalho a tempo inteiro. Embora cada cidadão deva conhecer a lei, isso é na prática impossível.&lt;br/&gt;	•	Em tribunal, os advogados conseguem as mais variadas interpretações da mesma lei ao argumentar sobre o significado exacto de cada pequeno pormenor da letra ou do espírito da lei.&lt;br/&gt;	•	Existem muitas leis que parecem feitas para não ser cumpridas. A ser cumpridas, exigiriam um polícia a cada esquina ou, em alternativa, a extinção pura e simples daquilo que tentam regular.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim, o facto de o presidente da ASAE, António Nunes, &lt;a href=&quot;http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315375&quot;&gt;estar a fumar&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article3129006.ece&quot;&gt;num casino&lt;/a&gt; após a entrada em vigor da proibição de fumar em locais fechados tanto pode ser um acto de arrogância como uma inteligente &lt;a href=&quot;http://dn.sapo.pt/2008/01/02/sociedade/saude_e_fiscalizacao_discordam_aplic.html&quot;&gt;chamada de atenção&lt;/a&gt; para a falta de qualidade do edifício legislativo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em resumo, uma polícia eficaz e cumpridora coloca novos desafios ao país:&lt;br/&gt;	•	O legislador tem que ser claro e realista.&lt;br/&gt;	•	O cidadão tem de poder aplicar as leis.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O resultado desta evolução será mais transparência, menos corrupção, melhor democracia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A ASAE traz consigo a esperança que exista um 26 de Abril depois do 24 e do 25. É a revolução a prosseguir... 33 anos depois.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(Ilustração de José Carlos Fernandes extraída sem permissão de “A Revolução Interior: à Procura do 25 de Abril”, ISBN 972-36-0532-5, 2000)</description>
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      <title>Benvindo ou bem-vindo?</title>
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      <pubDate>Sat, 22 Dec 2007 12:26:28 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2007/12/22_Benvindo_ou_bem-vindo_files/knuth_don.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object006_3.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Um colega bem intencionado lembrou-me que se escreve “bem-vindo” e não “benvindo”. Confirmei-o no &lt;a href=&quot;http://flip.pt/&quot;&gt;FLiP&lt;/a&gt; e na minha velhinha 5ª edição do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas lembrei-me imediatamente de “&lt;a href=&quot;http://www-cs-faculty.stanford.edu/~knuth/email.html&quot;&gt;a note on email versus e-mail&lt;/a&gt;” onde &lt;a href=&quot;http://www-cs-faculty.stanford.edu/~knuth/index.html&quot;&gt;Donald Knuth&lt;/a&gt;, o respeitado matemático, tipógrafo, e informático, descreveu a criação de palavras compostas, dando como exemplo as palavras “email”, “nonzero”, e “software”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?q=benvindo+site:.pt&quot;&gt;pesquisa de benvindo em sites portugueses&lt;/a&gt; revela muitas pessoas a usar a grafia benvindo com o significado de bem-vindo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Variando a pesquisa, o domínio .pt tem:&lt;br/&gt;	•	461.000 páginas com &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?q=%22bem-vindo%22+site:.pt&quot;&gt;bem-vindo&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;	•	326.000 páginas com &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?q=%22bem-vinda%22+site:.pt&quot;&gt;bem-vinda&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;	•	268.000 páginas com &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?q=benvindo+site:.pt&quot;&gt;benvindo&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;	•	8.030 páginas com &lt;a href=&quot;http://www.google.com/search?q=benvinda+site:.pt&quot;&gt;benvinda&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As 268000 páginas com benvindo incluirão também referências ao nome próprio Benvindo, que são difíceis de separar. Contudo, o Google encontra apenas 8030 páginas com Benvinda, pelo que talvez não haja assim tantos Benvindos em Portugal. Por exemplo, as &lt;a href=&quot;http://pbi.pai.pt/&quot;&gt;Páginas Brancas&lt;/a&gt; encontram apenas &lt;a href=&quot;http://pbi.pai.pt/search/benvindo.html&quot;&gt;142 Benvindos&lt;/a&gt; com telefone em Portugal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Perante cerca de 25% de grafias erradas, atrevo-me a dizer que talvez estejamos a assistir à evolução de uma palavra...</description>
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      <title>Da TV cabo, nada de novo</title>
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      <pubDate>Sun, 25 Nov 2007 23:30:11 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2007/11/25_Da_TV_cabo,_nada_de_novo_files/071125-tvcabo2.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object002_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Sempre pensei na TV cabo como uma das grandes oportunidades perdidas em Portugal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A TV cabo tinha uma extensa cobertura de banda larga nas grandes cidades numa altura em que a cobertura de ADSL era insipiente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ainda por cima, a infra-estrutura foi montada para vender canais de TV, pelo que o custo extra de vender Internet deveria ser muito baixo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ou seja, a TV cabo estava em posição de oferecer Internet de banda larga a um custo mínimo aos seus assinantes de TV. Mas nunca o fez, para evitar competir com a rede fixa da Portugal Telecom.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora que a TV cabo deveria ser gerida de forma independente da PT, decidi ler o folheto que o promotor comercial Israel Rosa atenciosamente depositou na minha caixa de correio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A capa parece interessante: a velocidade mínima passou de 256 Kbps para 2 Mbps, para um preço desde €20/mês (desprezando o cêntimo).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Continuando a leitura, só se pode ter Internet tendo também televisão. O preço mínimo afinal é de €35/mês, quase o dobro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas uma leitura mais cuidadosa, incluindo as “letras pequeninas”, muda significativamente a oferta. Afinal, os 2 Mbps são uma promoção de 6 meses. E os €35 têm um desconto de €8 no primeiro ano.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resumindo:&lt;br/&gt;	•	Nos primeiros 6 meses, paga-se €35 por 2 Mbps&lt;br/&gt;	•	Nos segundos 6 meses, paga-se €35 por 512 Kbps&lt;br/&gt;	•	No segundo ano, paga-se €43 por 512 Kbps&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O problema é que a palavra promoção, que qualquer loja da esquina exibe de forma proeminente, só aparece nas letras pequeninas. E o contrato obriga a 12 meses de permanência, garantindo 6 meses de irritação aos futuros clientes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ou seja, a nova TV cabo ainda mantém todos os maus hábitos da velha TV cabo, preferindo enganar os seus futuros clientes a fazer-lhes uma proposta honesta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não gostava de me chamar Israel Rosa daqui a seis meses. Ou talvez a TV cabo prefira contratar os seus promotores comerciais por períodos de 6 meses...</description>
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      <title>A tristeza de escrever um blog</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Nov 2007 00:05:04 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2007/11/22_A_tristeza_de_escrever_um_blog_files/20070813-113515.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object006_4.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Transferir as mensagens antigas do &lt;a href=&quot;http://berrar.blogspot.com/&quot;&gt;blogspot&lt;/a&gt; para aqui tornou-se uma excelente oportunidade de as voltar a ler.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O resultado é deprimente: muitas das coisas de que falei continuam exactamente na mesma.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;Entries/2003/10/12_O_Sacrificio_dos_Inocentes.html&quot;&gt;Pedofilia&lt;/a&gt;: o julgamento continua sem fim à vista e sem hipótese aparente de apurar a verdade. Um dos principais suspeitos, Carlos Cruz, está em relativa liberdade sem que se tenha apurado se é culpado ou inocente. Entretanto, foi denunciado outro caso de pedofilia na Casa Pia, fazendo suspeitar que os problemas de fundo não foram resolvidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;Entries/2003/9/30_Roubo_Minimo_Garantido.html&quot;&gt;Taxistas&lt;/a&gt;: na última vez que apanhei um táxi no aeroporto calhou-me um táxi azul-escuro “de luxo”. O taxista queria sentar 4 pessoas no banco de trás para evitar retirar o lixo que tinha no banco do pendura, e passou a viagem a insinuar que os passageiros não eram dignos daquele táxi. Curiosamente, mudou de opinião quando chegou ao destino (um vulgaríssimo prédio dos subúrbios), levando-me a pensar que o taxista de luxo viveria em condições muito pouco dignas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;Entries/2003/9/23_Estado_Novo_ou_Novo_Estado.html&quot;&gt;Funcionários públicos&lt;/a&gt;: após muitas promessas de mudança, quem está fora da função pública fica com a ideia de que mudou muito pouca coisa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;Entries/2004/2/17_Metro_no_Terreiro_do_Paco.html&quot;&gt;Terreiro do Paço&lt;/a&gt;: as obras continuam sem fim à vista, três anos depois, tendo provocado um atropelamento e múltiplos movimentos de terras.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em resumo, Portugal continua igual a si mesmo, com ou sem crise. O último a sair que apague a luz.</description>
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      <title>Quanto vale a vida de um polícia?</title>
      <link>http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2005/2/20_Quanto_vale_a_vida_de_um_policia.html</link>
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      <pubDate>Sun, 20 Feb 2005 19:35:59 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2005/2/20_Quanto_vale_a_vida_de_um_policia_files/aspp.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object007_3.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:206px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Após o infeliz incidente em que perdeu a vida o agente Irineu Diniz, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia veio reclamar o subsídio de risco.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não reclamou o policiamento reforçado do bairro Cova da Moura, onde seguramente viverão cidadãos tão horrorizados com o que aconteceu como os próprios polícias, até por terem de conviver de perto com o mesmo bando que cometeu o crime.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Reclamou o subsídio de risco.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ou seja, foi péssimo o polícia ter morrido, mas teria sido menos péssimo, porventura aceitável, se ele estivesse a receber mais uns tostões todos os meses.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ou seja, a vida de um polícia tem o valor do subsídio de risco.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com sindicatos destes, quem precisa de bandidos?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(&lt;a href=&quot;http://berrar.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110892835784031714&quot;&gt;original no blogspot&lt;/a&gt;)</description>
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      <title>Colocação dos professores</title>
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      <pubDate>Tue, 3 Aug 2004 00:45:06 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Entries/2004/8/3_Colocacao_dos_professores_files/20070813-113515.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://pxquim.com/pt/Berrar/Media/object006_5.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:216px; height:123px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Baseando-me na minha experiência pessoal enquanto pai, enviei uma carta ao &lt;a href=&quot;mailto:ensino.especial@min-edu.pt%3E?subject=/&quot;&gt;Ministério da Educação&lt;/a&gt; no âmbito da discussão pública sobre a reforma da educação especial e do apoio sócio educativo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Creio que a proposta teria resolvido a crise iminente na colocação dos professores, pelo que vou divulgá-la aqui.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Caso o leitor seja um dos professores afectados pela eterna incapacidade dos professores destacados para o ministério em colocar os colegas, sugiro que mostre a proposta abaixo ao seu (sempre presente) delegado sindical.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Proponho que os professores colocados numa escola tenham o direito de continuar na mesma escola no ano seguinte, independentemente de quaisquer concursos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Razões:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;	•	Não há passagem de informação entre um professor e o professor seguinte. As fichas de aluno não chegam; contém um mero resumo, mas não informam o professor seguinte de todos as boas ideias que permitiram lidar com um aluno difícil no ano anterior.&lt;br/&gt;	•	O ponto anterior é particularmente sentido pelos alunos deficientes. É frequente haver um período de adaptação de alguns meses antes de a professora e o aluno deficiente se entenderem.&lt;br/&gt;	•	Ainda no caso particular dos alunos deficientes, em alguns casos consegue-se uma &amp;quot;química&amp;quot; especial entre professor e aluno que permite enormes progressos durante o ano. É no mínimo um desperdício destruir essa relação ao fim do ano e ter de recomeçar do zero no ano seguinte.&lt;br/&gt;	•	É frequente que o novo professor, mesmo que cheio de boa vontade, saiba pouco sobre o problema específico do aluno deficiente na sua turma, tipicamente porque nunca encontrou um caso semelhante. A mudança de professor, portanto, implica normalmente &amp;quot;informar e treinar&amp;quot; o professor, assim como lidar com a inevitável ansiedade quer do professor quer do aluno.&lt;br/&gt;	•	Esta alteração não implica nenhum custo acrescido ao Estado, mas promove a dedicação dos professores a uma escola onde se sintam suficientemente bem. Creio que terá um impacto positivo em todos os alunos, com efeitos acrescidos nos alunos deficientes ou com dificuldades.&lt;br/&gt;	•	Se o estado tiver razões para pensar que a estabilização excessiva do corpo docente é prejudicial, então que encoraje todos os professores a rodar entre escolas a cada 4 anos, por exemplo. Em alternativa, que aplique a medida apenas a professores de turmas com crianças deficientes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(&lt;a href=&quot;http://berrar.blogspot.com/2004_08_01_berrar_archive.html#109149049532334707&quot;&gt;original no blogspot&lt;/a&gt;)</description>
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